Terça, 15 Abril 2008 00:00
Na primeira “ conversa com os pais” deste ano a nossa Escola acolheu como moderadora desta conversa , a jornalista Fernanda Freitas e a psicologa, a Dra Sónia Lopes Duarte para ajudar-nos a esclarecer, aprofudar e a compreender melhor como é que a intervenção das mães e dos pais, nas questões relacionadas com a sexologia, podem prepará-los com as ferramentas necessárias para um futuro mais feliz.
Esta conversa com este tema deveu-se ao facto de na semana de 11 a 15 de Fevereiro promoverem-se as iniciativas dedicadas aos AFECTOS.
Neste encontro interactivo foram postas à discussão várias questões.
Será que estamos preparados para as perguntas que as nossa crianças nos fazem? Fazer amor e sexo é a mesma coisa?
O corpo e o desenvolvimento da criança: nesta área a criança necessita de ferramentas adequadas às idades e às alturas ou tempos deles, visto que colhem determinados exemplos a começar pela familia e as influencias dos amigos e da TV.
A Dra Sónia Duarte trouxe-nos uma proposta de trabalho ou de interactividade tal como os adultos colocarem as mesmas perguntas das crianças e a partir dai emanar uma reflexão geral. Desta forma os presentes foram confrontados com o “jogo da corda” para compreender melhor que perguntas interessam às crianças e o raciocinio que conduz às questões colocadas por elas, talvez a sua curiosidade e motivação para chegar às respostas.
Conseguimos perceber que os adultos estão muito preocupados em dar respostas aos pequenos quando estes ainda nem as perguntas formularam, ou seja os Pais necessitam entender o que é que elas têm em mente.
As respostas podem conduzir a que nasçam mais perguntas. Mas os pais não tem que fazer o papel ou substituir-se aquelas pessoas que melhor explicam as questões. Por isso ao valorizarmos o espaço da Escola para discutir este tema e falar sobretudo pelos alunos, para que as coisas façam sentido e os tranquilizem. Ficou reforçada a ideia de que os pais não precisam de garantir a informação completa neste tema, pois nem todas as crianças ficam inquietas com as duvidas.
Daqui surgiu uma ideia preponderante: jogos entre pais e filhos e “falar” sempre com exemplos de terceiros ou com o apoio de desenhos. Os filhos quer questionem verbalmente ou não os pais, aguardam sempre por respostas.
Testar limites, o que se pode ou não dizer, o que é dos adultos e o que não é?
Imitação dos adultos:
As crianças imitam o que veem e ouvem.
A sexualidade, às vezes, é compreendida como um comportamento sexual, mas é mais do que isso. Libertar as pessoas de embaraços e não antecipar comportamentos sexuais ajudam a tranquilizar as ideias para quando um dia eles fizerem a sua escolha seja gratificante para quem os acompanha e educa.
Nesta conversa também foi abordada a questão sobre o prejuizo da falta de alicerces nas nossas crianças poder provocar desvios, por isto devem ser mais discutidos com os pais, porque nas escolas são pouco ou nada falados devido à orientação ainda precária do ensino escolar no nosso País. Mas, foi sublinhado o papel que a escola pode ter na formação das crianças.
Perceber perguntando
Ajudar os filhos é a capacidade de estar presente e de os ouvir e evitar colocar muito peso em determinadas questões.
No final ficou a vontade de encontrar neste sitio, na nossa escola, adultos e crianças num debate em conjunto, ou seja alargar o espaço da comunicação para abordar este tema num futuro próximo a agendar com todos os pais.
Finalmente ficámos a conhecer que existe esta organização com o designação de APF – Associação para o Planeamento da Familia que é uma Instituição particular de Solidariedade Social. As delegações encontram-se nos Açores, Alentejo, Algarve, Coimbra, Lisboa , Madeira e Porto
Em Lisboa APF encontra-se na Rua da Artelharia 1, nº 69 – 1º frente telf: 21 383 23 92
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. Outros contactos para informação:
Sexualidade em linha: 808 222 003
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