Sexta, 21 Agosto 2009 22:59
O papel dos Pais e Encarregados de Educação no Agrupamento Eugénio dos Santos
1. A nossa maior motivação: as nossas filhas e filhos
O sucesso do percurso escolar das nossas educandas e educandos é uma preocupação constante que todos sentimos enquanto pais, mães, encarregados ou encarregadas de educação.
Escolher a melhor escola, a mais integradora e com um bom enquadramento para a contínua socialização das crianças ou jovens é a ambição de qualquer responsável educativo. Como também é importante garantir que em cada etapa da vida escolar, as crianças e jovens adquirem competências para a sua autonomia, exigência e capacidade de iniciativa que moldem a sua condição de cidadãs e cidadãos.
É a pensar na construção da “escola ideal” para as crianças e jovens que se coloca a questão das responsabilidades dos diferentes parceiros da usualmente designada, comunidade educativa. Desde logo a responsabilidade e o papel dos pais e encarregados de educação, os primeiros e grandes “clientes” da ideia da “escola ideal”.
2. O novo Regime Autonomia: o papel dos pais e encarregados de educação
A história do papel e capacidade de intervenção dos pais, mães, encarregada e encarregados de educação na comunidade educativa tem evoluído no sentido de um maior espaço e exigência, no desempenho das suas responsabilidades.
O novo regime de autonomia marca mais um momento na evolução do sistema educativo do nosso país, e uma evolução no que se espera do funcionamento da comunidade educativa, do papel de cada um dos parceiros, desde logo dos pais e encarregados de educação.
Neste momento encontramo-nos numa fase de transição para o novo regime de autonomia das escolas. Um primeiro passo exige a constituição do Conselho de Transição, composto por representantes do corpo docente, dos e das auxiliares, dos pais e encarregados de educação e dos alunos e alunos no caso de existirem.
Para a representação dos pais, mães, encarregados e encarregadas de educação é necessária a eleição de seis pessoas pela Assembleia Geral de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento.
Com o objectivo de apresentar uma lista conjunta de representantes dos pais e encarregados de educação no Conselho Transitório, as Associações de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento Eugénio dos Santos trabalharam para apresentar ao mesmo tempo, uma lista de pessoas e um documento orientador do trabalho que os candidatos e candidatas pretendem desenvolver e assumir.
3. As razões que motivam os pais e encarregados de educação no Conselho Transitório para o novo regime Autonomia
A lista apresentada pelas Associações Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento tem por base a convicção de que é determinante e essencial a participação das mães, pais, encarregadas e encarregados de educação na definição e construção da Escola.
A resposta à pergunta “para que serve a escola” tem que ter uma fortíssima componente baseada no trabalho e envolvimento dos pais e encarregados de educação.
Para nós a escola serve seguramente para aprender, para integrar, mas tem que servir cada vez mais para capacitar as crianças e jovens para o seu papel de cidadãos e cidadãs. Para nós a escola deve ser um viveiro de espíritos livres, criativos, independentes, solidários com o “bem comum” e pró activos na construção desse mesmo “bem comum”
Para isso a escola deve ser capaz de se afirmar como catalisadora interna e externamente, das melhores dinâmicas, com os melhores parceiros, na construção diária da “escola ideal”.
A escola, o Agrupamento, deve ambicionar definir com este novo Regime de Autonomia, e desde logo no Conselho Transitório, a melhor capacitação do seu desenvolvimento a três níveis:
• Ao nível interno do Agrupamento,
• Do Agrupamento com a comunidade
• Da comunidade com o Agrupamento
O objectivo último do sucesso destes três níveis de desenvolvimento das ligações e trabalho na comunidade educativa, é criar as condições, e aproveitar todas as oportunidades e meios disponíveis interna e externamente ao Agrupamento para conseguir estar cada vez mais perto da “escola ideal” para os melhores cidadãos e as melhores cidadãs que queremos que sejam os nossos e as nossas educandas.
É por tudo isto que consideramos indispensável a influência e participação dos pais e encarregados de educação, que será tão maior quanto mais capazes formos de trabalhar em conjunto, com um projecto que no essencial responda ao que pensamos que deve ser e para que deve servir a escola. É com este espírito que apresentamos esta lista e este documento, que correspondem a um projecto, com voluntárias e voluntários comprometidas e comprometidos na sua concretização.